A maldição dos reis pretos, por Victor Ramdin

*Por Victor Ramdin

Tal como muitos outros jogadores, estou a faze ruma pequena pausa após as World Series of Poker.

Nas WSOP deste ano fiquei "em casa". Tive um início muito, muito mau, com um 0-em-12 de torneios sem chegar aos prémios. Mas na minha segunda viagem fiz ITM 3 em 5 vezes -- nada de deep runs ou algo espectacular, mas foi bom terminar assim. Ainda ganhei um par de entradas em satélites, conseguindo salvar a minha série com um pequeno lucro final.

Dois reis negros acabaram por ser o meu pesadelo nas WSOP. Perdi com K♠K♣ seis vezes - simplesmente, essa mão não quis nada comigo neste verão! Acho que fui eliminado com reis nos meus primeiros quatro de seis eventos de No Limit Hold'em, e sempre contra Ás-Rei.

Mas tive uma ligeira hipótese de lutar por uma bracelete já perto do final, no evento misto de 10-game. Terminei em 23.º e o meu companheiro de Team PokerStars Pro, Marcel Luske, saiu logo a seguir em 19.º lugar.

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Foi uma saída algo doentia. Estávamos reduzidos às últimas mesas e eu era segundo em fichas. Num formato como o 10-game mixed, procuro sempre não me envolver demasiado nos jogos de grandes apostas - como o No Limit Hold'em ou o Pot Limit Omaha - especialmente se sentir que tenho vantagem sobre os outros jogadores nos outros jogos. A maior parte das pessoas jogam NLHE e PLO, mas nem toda a gente domina os outros jogos, pelo que normalmente sinto ter uma vantagem nesses jogos e evito correr grandes riscos em NLHE e PLO.

Mas numa mão de uma ronda de NLHE recebi K♣K♠ e um tipo veio all in para cima de mim. Obviamente não ia largar essa mão, mesmo que tenha sido tão má para mim todo o verão. Ele tinha Ás-Rei e, adivinhem: caiu um Ás no river e perdi cerca de 70% da minha stack.

Depois o jogo mudou para 2-7 Triple Draw e tive uma mão onde fiz [7][6][5][3][2] no meu primeiro draw - uma mão bastante monstro. Mas o outro tipo fez uma wheel no primeiro draw e perdi assim, sem mais nem menos.

É assim que acontece às vezes, quando atravessamos uma bad run. A chave é, quando se está a perder, perder pouco em vez de muito. Quando jogo cash, sou capaz de perder em várias sessões consecutivas, mas pouco de cada vez... e a verdade é que fico feliz por isso. Perder pouco é quase como ganhar, porque quando ganho vou ganhar muito mais e não será difícil reparar essas perdas.

Agora vou deixar o poker um pouco de lado descansar e fazer uma pausa no jogo de cerca de seis semanas. Esta é a altura do ano onde, normalmente, vou na minha missão humanitária à Guiana, mas este ano vou ficar em casa com os meus filhos. Ambos vão partir para a Universidade este Outono, por isso decidi ajudar-me um pouco a mim mesmo em vez de ajudar o próximo e desfrutar destas semanas com a minha filha que veio de férias da Universidade e o meu filho que está prestes a começa-la.

Agora que Setembro está aí, voltarei durante o WCOOP, pelo qual estou bastante ansioso. Espero poder dar continuidade ao bom final de verão.

Também espero quebrar a maldição dos reis pretos e ganhar se os receber alguma vez!

*Victor Ramdin é membro da Team PokerStars Pro.

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